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“É mais um marco na mobilidade da Bahia”, destaca Jerônimo Rodrigues durante inauguração da nova rodoviária

Foto: Joá Souza/GOVBA
Quem passa pela BR-324 já consegue perceber que a capital baiana ganhou um novo ponto de partidas e chegadas. Nesta segunda-feira (19), a população passou a contar oficialmente com a nova Rodoviária da Bahia, pensada para transformar a experiência de quem viaja, trabalha e circula pela capital. A inauguração do equipamento foi realizada pelo governador Jerônimo Rodrigues e as operações começam na madrugada desta terça-feira (20).
“A nova rodoviária é mais um marco na mobilidade para o nosso estado. Além de facilitar a vida de quem está aqui para fazer negócios ou viajar, vai desafogar toda aquela região da antiga. Portanto, hoje está oficialmente inaugurado, um momento de grande celebração”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.
Antes da inauguração, o chefe do Executivo embarcou de metrô na estação da atual rodoviária, que mudará de nome, seguindo até a Estação Águas Claras que será a nova Estação Rodoviária, integrada ao terminal. Na ocasião, o governador realizou a entrega do SAC Rodoviária, ampliando o acesso da população a serviços essenciais em um espaço moderno e integrado. Além disso, ele visitou o Centro de Controle Operacional (CCO). “A partir de amanhã, já estaremos atendendo. A estimativa é atender até 20 mil cidadãos por mês, no ponto relevante e estratégico, porque aqui você vai ter o cidadão que vem tanto do interior como da região metropolitana. Temos aqui Defensoria Pública, INSS, Detran, e tantos outros serviços”, acrescentou o secretário da Administração (Saeb), Rodrigo Pimentel.
Nova Rodoviária
Localizada às margens da BR-324, no bairro de Águas Claras, a nova Rodoviária da Bahia nasce com a proposta de ir muito além de um terminal de embarque e desembarque. Construída do zero, em uma área total de 127.235 m ² — sendo cerca de 41 mil metros quadrados de área construída —, ela foi projetada como um grande hub multimodal, conectando rodoviária, metrô, terminal de ônibus urbanos e metropolitanos e, futuramente, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), atualmente em obras.
A nova estrutura amplia significativamente a capacidade do transporte rodoviário na capital. São 41 plataformas de embarque, 24 de desembarque, e 34 áreas destinadas ao estacionamento de veículos operacionais, 33 mangueiras de espera e pátios operacionais organizados, permitindo a circulação diária de cerca de mil ônibus e o atendimento a 363 linhas intermunicipais. A separação entre os fluxos de embarque, no piso superior, e desembarque, no térreo, garante mais fluidez, conforto e segurança para os passageiros.
Segundo o secretário de Infraestrutura, Saulo Pontes, a rodoviária foi projetada para funcionar com alto desempenho operacional e foco no usuário. “A mais moderna e maior do Norte/Nordeste. Pensamos cada detalhe para garantir conforto, acessibilidade e eficiência. Desde os fluxos separados até a tecnologia de monitoramento, tudo foi planejado para que o terminal operasse com segurança e qualidade”, explicou.
Pensada para atender a todos os públicos, a rodoviária conta com acessibilidade universal, elevadores, escadas rolantes, sanitários em todos os pavimentos, áreas de descanso, guarda-volumes e sinalização clara. O estacionamento dispõe de 847 vagas, sendo 711 rotativas, incluindo espaços reservados para pessoas com deficiência, idosos, gestantes, motocicletas e bicicletas. O terminal também abriga 130 lojas comerciais, 70 guichês de atendimento e nove salas VIP.
Tecnologia e Sustentabilidade
A tecnologia é outro destaque do equipamento. Toda a operação é monitorada pelo Sistema de Gerenciamento Integrado de Terminais (SIGIT), que centraliza segurança, logística e gestão. São mais de 400 câmeras, incluindo reconhecimento facial, integradas a um Centro de Controle Operacional equipado com 30 monitores de alta definição, garantindo monitoramento contínuo e respostas rápidas.
Além de moderna, a nova Rodoviária é sustentável. O terminal possui certificações internacionais EDGE Advanced e LEED Silver, com economia estimada de 41% de energia, 28% de água e redução de 22% da energia incorporada nos materiais. Conta ainda com estação de tratamento de efluentes, sistema de reutilização de água, drenagem controlada e mais de 33 mil metros quadrados de áreas permeáveis.
Repórter: Joci Santana/GOVBA
Salvador e RMS têm redução de mais de 12% no número de mortes violentas em 2024

cidade de Salvador e a Região Metropolitana se destacaram na redução dos números de mortes violentas na Bahia, durante balanço apresentado pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), nesta terça-feira (7), no Centro de Operações e Inteligência da Segurança Pública (COI), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Na capital baiana, a diminuição chegou a 12,5%. Os municípios da RMS apresentaram um índice ainda maior, alcançando 12,7% na redução das mortes no estado, em relação a 2023.
Secretário da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Marcelo Werner atribui os resultados aos investimentos destinados a cada macrorregião da Bahia. “Esses resultados são fruto do nosso investimento em equipamentos de inteligência, em efetivo, em viaturas, perícia qualificada. Tudo isso reflete em uma melhor investigação, em um melhor planejamento, na melhor operacionalidade da Polícia Militar, no laudo produzido. É uma mudança, acima de tudo, de mentalidade”, detalhou o titular da SSP.
A redução também foi apresentada em mortes em confrontos, com diminuição de 8,5% e nos feminicídios, com queda de 7,8%. No dado geral, a Bahia chegou em 2024 a 8,7% de redução das mortes violentas – menor número dos últimos 17 anos.
Em 2024, o Governo do Estado também investiu, através da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), na inauguração ou modernização de 72 novas Unidades Conjugadas da Polícia Civil e Militar, mais 2.500 viaturas, armamentos, coletes balísticos e outros equipamentos de segurança. Além de operações como a Força Total, Unum Corpus, Ficco, Posto Legal e Cira, que foram responsáveis por parte das 19.172 prisões realizadas na Bahia – 1.132 delas com auxílio do Sistema de Reconhecimento Facial.
Repórter: Milena Fahel/GOVBA
PT repudia atos racistas: “Racismo não aumentou, apenas passou a ser filmado”

O racismo não aumentou no Brasil, ele apenas passou a ser filmado. A enfermeira Camila Ferraz Barros, acredita que seu pomposo sobrenome lhe credencia e lhe faz apostar na impunidade no Brasil. A enfermeira que cometeu injúria racial contra funcionárias negras, já havia sido demitida de um grande hospital localizado no bairro de São Rafael e conseguiu emprego em outro hospital de uma rede privada grande e renomada. Uma segunda chance que dificilmente seria concedida a um negro afro-brasileiro.
As leis nesse país precisam ser cumpridas, para que as pessoas parem de achar que a sua hereditariedade, que os seus indicadores, seus parentes, sua cor de pele ou os seus sobrenomes irão, de algum modo, protegê-las de crimes ou lhes outorgar algum tipo de benevolência. É preciso que mais negros, mais pessoas antirracistas, pessoas conectadas e comprometidas com as causas sociais acessem os poderes judiciário e legislativo. Para isso, as políticas de reparação existem e precisam ser fortalecidas e ampliadas.
Casos como esses nos fazem relembrar tantos outros episódios racistas que acontecem cotidianamente na capital mais negra fora da África. Mas também nos alerta para necessidade de continuar na luta e no enfrentamento, como sempre estivemos. No meu lugar de fala, consigo dizer que tudo que foi conquistado pelas mulheres, pelos negros, pela comunidade LBGTQIAPN+ nesse país, até aqui, foi com apoio e com a mão forte e combatente do movimento de esquerda que representa o povo, a defesa pela igualdade de direito cria e implementa ações e políticas que demandam a reparação histórica ao povo negro. É deste lugar que repudio, repudiamos e cobramos providências ao crime cometido pela dita enfermeira Carolina Ferraz Barros.
Esses debates acerca da questão racial e dos crimes cometidos contra o nosso povo negro precisa ser encarado a fim de construir uma juventude mais consciente dos seus direitos. A legitimação da política de cotas, iniciada há mais de 20 anos, foi uma luta árdua, quando tivemos de desmistificar mentiras, narrativas inventadas, fake news. Havia debates de todo tipo, inclusive de que as cotas desumanizavam, desqualificavam ou diminuíam a intelectualidade do negro. Combater tudo isso não foi e não é tarefa fácil. Ainda lutamos por permanência, por residências universitárias, auxílio estudantil, direito e acesso para as mulheres, mães, financiamento para os povos quilombolas, indígenas e sem-terra, por exemplo. Hoje, a nossa luta é também por justiça. Luta para garantir que o judiciário brasileiro seja firme e coeso na punição dos crimes contra a mulher, contra o negro, contra o indígena, contra a comunidade LBGTQIAPN+.
O processo de conscientização, formação e autoformação também é imprescindível e deve ser permanente. Nós pretos precisamos parar de ser desculpa para branco, precisamos parar de ser desculpa para gente racista. Nós precisamos parar de aceitar que as pessoas nos usem para justificar o seu racismo ou seu apartheid. É preciso compreender que a luta antirracista mexe com a economia, educação, segurança e saúde do Brasil, é uma luta que não fala só da desigualdade no campo da cor, fala da desestruturação das ciências no que tange ao desenvolvimento do País em todas as áreas, já que nos últimos 100 anos tudo que se tornou internacional foi desenvolvido pelo povo negro. No meu lugar de fala, consigo dizer que nada é exatamente nada nesse país conquistado pelas mulheres, pelos negros, pelos LGBTQIA+ foi conquistado sem a participação direta da esquerda, sem a mão da luta do proletariado e dos sindicatos. Estão tentando demonizar a nossa figura, demonizar as nossas visões.
Precisamos dar fim a esse sistema impopular que coloca pessoas contra pessoas, nada disso será é possível enquanto a luta antirracista não for encarada por todos e todas. É importante salientar que no episódio com enfermeira racista Camila, percebe-se que ela ficou mais feroz e mais violenta quando percebeu que a gerente da funcionária também era negra, ou seja, o racismo estruturado na cabeça, nas falas e no corpo da enfermeira, a coloca como superior simplesmente pela cor da sua pele. E sua fala ecoa nas nossas cabeças: “Petista, baixa e preta…” Ecoa e nos alerta, ecoa e nos convoca, ecoa e nos faz gritar: Estamos aqui, Carolina! Não daremos nenhum posso para traz! Não recuaremos!
Por fim, aproveito para parabenizar o Governador Jerônimo pela criação da Delegacia de Combate ao Racismo e ao Preconceito, porque é com ações e políticas como estas que avançaremos no debate racial e na construção de uma sociedade mais justa com pessoas que não se calem diante de crimes como o ocorrido em questão.
Evilailton José
Secretário de Combate ao Racismo do PT Bahia
Número de pessoas em vulnerabilidade alimentar tem redução de 50% desde o início do Bahia Sem Fome

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) realizou uma reunião de balanço do programa Bahia Sem Fome e afirmou que o projeto, desde o seu início há dois anos, reduziu em 50% o número de pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar no estado. O encontro, ocorrido nesta segunda-feira (30), contou com a presença do coordenador do programa, Tiago Pereira. A reunião também traçou novos objetivos para o ano de 2025.
“Em dois anos de gestão, reduzimos pela metade o número de pessoas no mapa da fome. Isso foi possível graças ao esforço conjunto de prefeitos, empresas, deputados e instituições de segurança alimentar. Seguiremos firmes em 2025 para alcançar ainda mais baianos e baianas”, disse Jerônimo.
Tiago Pereira, coordenador do programa, reforçou os avanços e desafios. “Retiramos um milhão de pessoas da insegurança alimentar grave, mas ainda temos muito a fazer. O Bahia Sem Fome é resultado de parcerias com mais de 170 empresas, investimentos estaduais e o alinhamento com o Plano Brasil Sem Fome. Nosso foco é garantir acesso à alimentação, água, renda e fortalecer a economia local.”
“O programa realiza uma série de ações estruturantes, como o acesso à água, assessoria técnica e apoio às instituições rurais, com foco no fortalecimento da Agricultura Familiar. Este suporte visa não só ampliar a produção para comercialização, mas também abastecer a alimentação escolar, uma estratégia importante para estimular a renda, movimentar a economia local e integrar as dimensões do trabalho e do emprego”, completou.
Em 2024, o programa anunciou os resultados do edital Comida no Prato I e lançou o edital Comida no Prato II, abrangendo os 417 municípios baianos. No primeiro edital de 2023, o investimento foi de R$ 24,2 milhões, ao longo de seis meses, beneficiando 50 organizações entre paróquias, institutos, ONGs, redes de mulheres, associações, cooperativas e centros comunitários, e alcançando 100 cozinhas comunitárias em 14 regiões da Bahia.
Já o segundo edital teve como objetivo beneficiar 30 mil pessoas por dia, totalizando 5,5 milhões de refeições distribuídas ao longo de 12 meses. Foram selecionadas Organizações da Sociedade Civil (OSC) que assinaram Termo de Colaboração com o Estado para apoiar cozinhas comunitárias e solidárias. Ao todo, 150 cozinhas comunitárias foram apoiadas em 403 municípios, com cada uma recebendo R$ 242 mil para atender diariamente 200 pessoas.
Lula assina decreto que eleva salário mínimo a R$ 1.518 a partir de quarta-feira segunda-feira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (30) o decreto que eleva o salário mínimo a R$ 1.518 a partir de quarta (1).
O valor do reajuste estava previsto pela nova regra de correção do salário mínimo, aprovada pelo Congresso no pacote de contenção de gastos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Se a regra anterior ao pacote estivesse valendo, o salário mínimo subiria para R$ 1.528 (sem arredondamentos para cima). Com a revisão da regra, houve uma perda de R$ 10.
O limite ao ganho real do salário mínimo foi o pilar central do pacote e representou um recuo do presidente Lula na política de valorização que seu próprio governo implementou.
Pela lei anterior, os reajustes eram feitos com base na variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulada nos 12 meses encerrados em novembro, somado à variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes.
A nova regra prevê que o ganho real do piso, acima da inflação, continuará atrelado ao crescimento do PIB de dois anos antes, mas não poderá superar a correção do limite do arcabouço fiscal -que oscila entre 0,6% e 2,5% ao ano.
Entre abril de 2024 até a aprovação do pacote de contenção de gastos em dezembro, as previsões do reajuste do salário mínimo oscilaram entre R$ 1.502 e R$ 1.518.
A medida foi considerada uma vitória de Haddad no processo de ajuste fiscal e contenção do crescimento das despesas obrigatórias. Haddad conseguiu consenso no governo para a revisão da regra e a alteração passou sem dificuldades no Congresso.
Lula vetou o trecho que previa o fim da concessão do BPC (Benefício de Prestação Continuada) para pessoas com deficiência leve, aprovada pelo Congresso junto às mudanças no salário mínimo e alvo de divergências nas votações.
O BPC foi o item a sofrer maior resistência tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, cujo objetivo do governo era restringir a concessão para pessoas com deficiência e coibir fraudes, diante da explosão do número de beneficiários.
Também foram sancionadas as mudanças referentes ao alcance do abono do PIS/Pasep, benefício pago a empregados formais e funcionários de órgãos públicos com renda média de até dois salários mínimos mensais.
O governo calcula uma economia de R$ 69,8 bilhões entre 2025 e 2026 com as mudanças aprovadas pelo Congresso, um aumento de R$2,1 bilhões do previsto anteriormente.
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